AI Humanity IA em Países Emergentes: Políticas Públicas e o Futuro do Trabalho

Mapeando, entendendo, e lidando com o impacto da IA em países emergentes.

Líderes: Glauco Arbix, João Paulo Veiga

Sociedades estão cada vez mais delegando aos sistemas de IA decisões complexas e de alto risco, como diagnosticar pacientes, contratar trabalhadores, conceder liberdade condicional e gerenciar transações financeiras. Ao mesmo tempo, existe um consenso significativo de que, no campo da IA, países emergentes estão atrasados ​​em relação aos países pioneiros, em particular os EUA e China.

Países como o Brasil precisam urgentemente se aproximar das melhores práticas em IA. Para tanto, devem desenvolver estratégias de qualificação de profissionais, avançar na construção de um ecossistema específico e no desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a realização do potencial do país. Além disso, a IA, a automação e a digitalização rápida podem favorecer a redução do emprego e alterar o mercado de trabalho; o uso de técnicas biométricas pode acentuar preconceitos; o comportamento de empresas sem uma base de valores pode erodir princípios éticos e até democráticos adotados pela sociedade.

É necessário examinar questões relativas a responsabilidades, examinando os limites das estruturas regulatórias atuais para lidar com impactos díspares e inesperados e para prevenir danos algorítmicos à sociedade. Dado o amplo impacto da IA, essas questões urgentes só podem ser abordadas com sucesso a partir de uma perspectiva multidisciplinar.

Objetivos

  1. Analisar os impactos da IA ​​nas estratégias individuais de busca de emprego, nas políticas de recrutamento da empresa, na ética corporativa e na definição de qualificações profissionais.
  2. Identificar as novas competências exigidas pela IA e definir diretrizes para a qualificação dos profissionais de forma a mitigar os impactos no emprego e o aumento da desigualdade.
  3. Avaliar o progresso das técnicas biométricas e do quadro regulatório em formação no país, de forma a garantir a segurança e privacidade dos dados pessoais.
  4. Avançar o debate sobre ética empresarial, regulação e autorregulação.
  5. Classificar as empresas brasileiras com base em indicadores de ética corporativa e compará-las com indicadores internacionais.
  6. Analisar a relação entre a qualidade da informação de interesse público e a qualidade da democracia.
  7. Explorar as interações entre humanos e robôs sociais inteligentes, com especial atenção ao contexto social, cultural e econômico, a fim de formular diretrizes e protocolos para o desenvolvimento e aplicação de tecnologia que vise estabelecer relações éticas e seguras entre humanos e máquinas.

Equipe

  • Nome

    Afiliação

  • Glauco Arbix
    USP
  • João Paulo Veiga
    USP
  • Sarajane Peres
    USP
  • Alvaro Comin
    USP
  • Murillo Marschner de Brito
    USP
  • Gustavo Macedo
    USP
  • Thiago Meireles
    USP
  • Lorena Barberia
    USP
  • Vitor Blota
    USP
  • Jonatas Mendonça
    USP
  • Rodrigo Brandão
    USP
  • Eugenio Bucci
    USP
  • Dora Kaufman
    PUC-SP
  • Maria Marinho
    Mackenzie - SP
  • Leopoldo Weizbort
    USP
  • André Nahoum
    USP
  • Lorena Barberia
    USP